sábado, 15 de novembro de 2008

Carl Sagan e o G20

tava vendo um documentário na TV Escola do Carl Sagan sobre a origem da vida. na verdade é uma série, e esse episódio é especificamente sobre esse assunto (eu acho). enfim, mostrava a seleção natural e a seleção artificial feita pelo homem na natureza. depois comentou sobre as diferentes formas de vida e até chegar no dna.
uma frase muito significativa quando falou das plantas. são seres que colhem a vida do sol. muito interessante. enquanto o documentário passava, milhares de coisas também passavam na mente. 

imagine a cena: se vc não fosse humano, que outro ser gostaria de ser, pergunta alguém a algum. e a resposta seria, uma célula tal de um tecido tal. 

nada de espantoso, somos formados por trilhões de vidas. seria esse um espetáculo da democracia? hehehe. trilhões de seres decidindo agir em conjunto para por exemplo, sei lá, pressionar teclas e digitar esse post? não necessariamente, minhas células da sola dó pé não tem nada a ver com isso. talvez preferissem estar numa piscina ao invés desse tapete quente.
tal como na crise mundial, nem todos os seres podem tomar as decisões para seu próprio benefício. o que sabemos é que o g8 não dá mais. que venha um g20, com as células brasileiras mostrando a sua cara, ou o seu dna
 

novembro?

já? acho que voltarei... em breve novas postagens...
tanta coisa aconteceu, tantas impressões colhidas e não depositadas... agora bau bau... quem sabe sobrou alguma no cesto...

terça-feira, 24 de junho de 2008

isso deveria ter sido publicado na data certa... mas fazer o que...

Estamos em greve? Ou não estamos em greve?
Estamos satisfeitos ou não estamos satisfeitos com nosso trabalho?
Pense um pouco antes de prosseguir essa leitura.
Quando entrei na sala de aula de uma escola pública da rede estadual em 2006, depois de exatos doze anos, foi chocante. Nunca imaginaria que a situação estava nesse ponto. Passados mais dois anos de experiência, tentativas, frustrações e algumas alegrias, sinto-me um pouco a vontade para me manifestar.
Minha primeira conclusão é de que não existe ambiente, clima pedagógico na escola. Seja por culpa do aluno, seja por culpas do professor, seja por culpa da coordenação/direção, seja pela falta de mais funcionários em minha unidade escolar. Este espaço não será dedicado para expor minhas opiniões acerca disso. Só quero enfatizar que a cada dia trabalhado, morre o gosto por dar aula na escola pública (dou aula em mais duas instituições, onde me sinto respeitado e valorizado, tanto pelos alunos como pela direção).
Por isso, considero este momento como crucial. Ou as condições de trabalho mudam, ou sinceramente, não vejo mais motivação nenhuma em estar em sala de aula pública. O desgosto, o stress desse trabalho já interfere no meu humor, no meu comportamento no dia a dia. Poderiam perguntar então porque ainda não saí. A resposta seria um certo idealismo de cidadão. Estudei em escolas públicas desde o Jardim 1. Até o Mestrado, foram 22 anos estudando sem gastar um centavo, recebendo uma formação que me possibilitou escolher a Faculdade de História por gosto e não por falta de opção melhor. (embora hoje não tenha coragem de estimular meus alunos a seguir meu caminho). Por isso, que estou chocado.
Vendo-me do outro lado, com um giz na mão, uma lousa esburacada, uma sala barulhenta, não acreditava que estava em uma escola que no passado fora renomada pela qualidade de ensino. Ainda insistirei nessa jornada, como dever ético, tal como uma retribuição aos impostos pagos pelas gerações anteriores dos meus alunos atuais, que contribuíram com a minha formação. Ainda insistirei, pois acho que tenho potencial para contribuir com a formação dos meus alunos. Tenho compromisso com eles e eles sabem que não estou brincando em uma sala de aula. Mas ao mesmo tempo, preciso de motivação para trabalhar. E essa motivação depende não apenas de interesse de 20% de alunos em uma sala (8 de uma sala com 40!).
Por isso, essa greve significa muito, ou quero fazer com que signifique muito. Não seria infantil a ponto de acreditar que uma revolução educacional aconteceria como resultado dessa greve. Mas vejo como a última tentativa (desesperada? Que seja! diálogo com o governo, democracia no projeto pedagógico, essa cartilha de m****, enfiada goela abaixo já nos mostrou que não faz parte da Secretaria de Educação).
Por isso, ME DECLARO EM GREVE A PARTIR DE HOJE (20/6), disposto a sofrer todas as conseqüências desse ato. Seja para voltar dela com alguma esperança de melhoria, seja para desanimar de vez e procurar outros ambientes escolares, ou até sair da educação.
Além disso, entendo que a situação exige ainda mais uma atitude. Peço para que todos definam suas posições. Ou a favor do governo, da permanência do que esta (ou pior, com o contínuo processo de sucateamento da educação) ou a favor de uma luta por mudança. Nas atuais circunstancias, não existe terceira opção. Ou se entra na greve e se demonstra o descontentamento com o governo, ou se fica nessa hesitação, que dá ao governo margem para inventar dados de baixa adesão dos professores. Ou somos um ou não somos nada. Quanto mais demorarmos para conseguirmos uma adesão maior, mais tempo os que iniciaram o movimento serão prejudicados. Escolha um lado, o do professor que esta ao seu lado todo dia, ou o do burocrata, sentado em sala com ar condicionado, cercado por estatísticas de sucesso da educação.
Hesito ou êxito.

Luís Ernesto Barnabé, Professor de História da Escola Estadual Cardoso de Almeida, Botucatu/SP.
Mestre em História, Bolsista do finado Bolsa Mestrado, cansado dessa farsa da educação de SP

domingo, 11 de maio de 2008

(à parte de epopéia das cores...)

muito me enoja educadores de revistinhas e jornais afirmarem que nota vermelha traumatiza o aluno, que o coitadinho vai abandonar a escola diante do fracasso. não vou negar uma relação de poder na canetada docente em provas inocentes, indecentes, incongruentes, mesmo se uma prova mente (no sentido de não provar nada.. e para aproveitar a rima do ente).viva a visão da brancura inocência dos pobres aluninhos.. coitados, tão indefesos nesse mundo de adultos, que são incapazes de criar artifícios de resistência, e mais que isso de poder, para fazerem o que bem entenderem; numa escola que não consegue impor os limites que deveriam ter vindos do lar. falsa idéia de democracia, quando não se percebe as forças em questão no tabuleiro.

amarelo

quantas decisões deveriam ser tomadas e não foram, quantas experiências recusadas a preço de uma banana (amarela). dentre os dois lados de uma moeda (amarela), já não sei em qual apostar. no fligir dos ovos, vejo que a gema não traz a vida, quebrou-se a casca.

estes dias recomecei a colorida reflexão pelo amarelo da sinalização de trânsito. contrastado com o branco nas faixas do chão. o branco é a totalidade da estrada, o amarelo a linha divisória. muitas vezes para ultrapassar carros, cruzamos a amarela. muitos acidentes também ocorrem por isso. O sinal de alerta do amarelo.

não gosto de doce, mas quero mel, não de laranjeira.

(continua... ainda que tarde)

ps (pos escrito, durante verificação ortigráfica): palavras erradas em amarelo. atenção aí analfabeto. mas não tenho culpa se o vocabulário do computador é limitado.

sábado, 3 de maio de 2008

desbotar

depois de um mês fora.. aca estamos... isso é normal... desligo mesmo, acho que tenho tendências autistas, além de muito trabalho, hehehe.
com dois dias de atraso, vou comentar algo que me fez refletir. mesa de almoço. a conversa é sobre desbotar. não me ocorre agora porque o assunto começou. vamos apenas nos concentrar no significado dessa palavra. até onde sei, desbotar é perder a cor. mas calma lá. desbotar é perder cor, o que nos leva até o branco, correto? mas pelo que eu saiba, o branco não é a cor que se compõe de todas as outras? ora.... desbotar não pode significar perda de cor, ou se pode, poderia apenas no sentido de tomar, ocupar o espaço da outra cor, que deixa de existir para o seu triunfo próprio. a cor que perde seu espaço, a perde pela força do branco então? eu definiria o branco com a cor do totalitarismo. pega todas as cores e as corrompe, para serem alvos de sua alva impetuosidade. céus. o preto é a ausência de cor, o branco é a totalidade de uma. preciso de cores vivas. cores de almodovar, de frida ...
(continua... em breve - ou não...)

domingo, 30 de março de 2008

indico

indico, um oceano, um filme que traz um oceano de sensações, da experiência diante do outro.
do Irã para a Europa, da Europa para um Irã que mudou, que sufoca. esse é o filme Persépolis, de Marjane Satrapi, autobiografia em quadrinhos adaptada para as telas ... de computador no versátil formato rmbv.
naveguem na seguinte onda: http://somdoroque.blogspot.com/2008/03/persepolis-para-download_04.html. baixem o de 3 partes, pois o outro possivelmente está corrompido.
li sobre esse filme no estadão mês passado. só agora caiu a ficha que poderia baixá-lo e assisti-lo.
assisti na quarta, 26/3, após dia desgastante. reconfortou minh'alma...

ow domingo brabo - coroação de um fim de semana inútil

ouvindo the wallflowers, a trilha sonora deste domingo... nesse momento - heroes....

enfim, descontinuidade no caminho é uma marca, seja defeito ou qualidade não sei - quando souber decido o que fazer com ela. mas reflete muito o que sempre aconteceu comigo. às vezes intenso, às vezes off. gosto de simultaneidade, de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas quando me dou conta, muita coisa passou, ou está por um triz. mania de controle sobre tudo? pode ser? me pego sempre nessa situação: envolvido com alguma coisa, de repente um estalo faz com que acorde e veja que se passaram semanas e que não me dei conta. e o tempo é cruel, passa mesmo. aí vem o vazio... onde eu estava este temp todo? por que tais coisas chegaram a este ponto? enfim, enfim, sinto que hoje perdi algo, mas ainda não sei as variáveis que levaram a tal fato: minhas ações, minhas omissões; ou o dedo de terceiros sobre minhas ações ou omissões. que seja. amnhã, segunda braba, novo dia. recomeça o jogo das cadeiras, e como sempre pretendo sentar em todas. e provavelmente continuarei de pé, pois me darei conta que pessoas têm pressa em se acomodar, e que a música acaba...

domingo, 16 de março de 2008

para além do bem e do mal

começa com um parábola... era uma vez um individuo que enquanto teve background (ou sua costa larga) fez o que poderíamos denominar como algumas maldades, como atos negativos, ou sei lá o que. Não sei ainda como dar uma definição coerente pra isso. Mas seria um comportamento típico desses que clasificamos baseados nos ditos populares do que "quem semeia vento, colhe tempestade". Enfim, um dia as coisas mudaram, e então a tempestade veio. Era o óbvio? As pessoas se afastam porque a fama de mal se perpetuou, mesmo que nenhum dos gestos negativos as tenha atingido?
Isso me encucou muito hoje. Será que essa tempestade veio porque a negativo semeado anteriormente continua sendo semeado? ? Dito de maneira menos confusa, o ato da maldade que existia continuará a se perpetuar agora, porque desde que foi acionado, as pessoas passam a agir com maldade também, numa exaltação do olho por olho, de maneira que gestos eticamente, moralmente (ou até cristaneamente...) "incorretos" que essa pessoa transmitia atinge os ao seu redor e por isso eles passam a agir da mesma maneira. Que mundo podre. Não sei se minha teoria de fim de domingo se sustenta, mas me encuca.
Só resta deixar uma mensagem, ainda mais oportuna pela "semana santa": bem e mal ainda existem, mesmo relativizados, existem, podem e devem ser bem demarcados. Devemos agir sempre pelos lados do bem, porque senão o(s) lados(s) do mal continuam a existir e impregnam-se em nós e nem percebemos.
se errei hoje, o caminho serviu para ver um novo.

quinta-feira, 6 de março de 2008

começar



primeiras letras.. sejamos práticos... não tenho exatamente um propósito definido para este blog... inicialmente disponibilzar coisas que acho pelo caminho... e quem sabe alguma impressão sobre o resto


antiga entrada da
Ciudad Vieja Montevidéu (jan/08)